Ministério da Saúde e pastas responsáveis pela articulação política são objeto de cobiça
Padilha: alvo de críticas, ministro poderia deixar a Articulação e voltar a assumir a Saúde — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
A escolha de Dino para comandar as duas áreas inviabilizou o projeto, porque ele se opôs ao fatiamento do ministério. A possível indicação do político do PSB para o STF e um cenário de escalada da violência - especialmente no Rio e na Bahia - deram argumentos aos aliados para retomarem o pleito pela divisão da pasta.
Em outra frente, parlamentares ainda reclamam do represamento de emendas na área de saúde. Deputados do PSD, por exemplo, levaram as queixas a público, constrangendo o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha . No dia 26 de setembro, a rádio CBN captou uma cobrança da deputada Laura Carneiro a Padilha: “Se a gente dançar, a Nísia vai dançar também”.
Quanto ao repasse de recursos, o ministério afirma que já empenhou mais de 80% do total de emendas parlamentares previstas para 2023, com 65% pagas , sendo uma das pastas com “maior desempenho no atendimento das propostas do Legislativo”.