Em momento de grande tensão internacional, Carlos Umaña, um dos principais nomes na luta contra as armas nucleares, acredita que uma forma de acabar com elas é através da estigmatização.
Para ele, a postura de"bancar o mais valente com armas nucleares é algo incrivelmente perigoso, que coloca todos nós à beira de um precipício".
BBC - A invasão da Ucrânia pela Rússia fez renascer o medo da destruição em massa num mundo cada vez mais conectado e vulnerável. Estamos mais próximos do que nunca de uma guerra nuclear?O dado mais famoso seria o Relógio do Apocalipse, do Boletim de Cientistas Atômicos. Neste ano, devido a esta guerra, ele está marcando 90 segundos para meia-noite, ou seja, o risco mais alto da história.
Fala-se, por exemplo, de uma única detonação de uma arma nuclear como algo tático ou estratégico, como se uma bomba fosse algo pequeno. Mas, na verdade, não existem armas nucleares pequenas. Assim, o que quer que sobrevivesse à devastação e à radiação precisaria também enfrentar o frio extremo e a ausência da luz solar.Este é o ponto crucial. Atualmente, o risco de falhas de interpretação e erros de cálculo é altíssimo.
As pessoas que estão por trás desses sistemas precisam interpretar esses alarmes como sendo verdadeiros ou falsos. De fato, as simulações elaboradas com os tomadores de decisões nesses ambientes acabam por escalar a guerra, já que é o que eles precisam fazer, porque é o que manda o protocolo, ou seja, se sou atacado com armas nucleares, preciso responder ao ataque com armas nucleares e assim sucessivamente.Este é o pensamento atual dos líderes e, no contexto de um acidente, é algo muito perigoso.
Naquele momento, havia cinco Estados nucleares: Estados Unidos, União Soviética , China, França e Reino Unido. Eles se comprometeram com o desarmamento nuclear em um prazo de 25 anos. O TPAN entrou em vigor em janeiro de 2021 e é o primeiro acordo internacional a proibir as armas nucleares, incluindo as disposições para sua completa eliminaçãoBBC - Mas, então, como fazer frente à oposição ao TPAN , que é o primeiro acordo que promove a proibição universal das armas nucleares para absolutamente todos os países? O sr.
Os países que possuem essas armas estão conscientes de que não podem usá-las. O poder das armas nucleares vem da ameaça do seu uso, do poder simbólico do que representa ser um Estado nuclear. É um símbolo de dissuasão. Se tudo correr bem, digamos que, em cerca de 10 anos, poderíamos conseguir a eliminação das armas nucleares, mas é claro que pode ser antes ou depois.
É preciso deixar de pensar nos demais como diferentes e inferiores, sobre os quais precisamos imperar — pensamento que assumiu diversas formas ao longo da história. O discurso da diferença também é empregado nos regimes totalitários para justificar a guerra e estigmatizar toda uma população, legitimando o ataque militar.
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